segunda-feira, 13 de setembro de 2010

ALMA SOFRIDA

ALMA SOFRIDA
(Almir Flora)

Alma sofrida, dilacerada,
Onde a sorte não fez morada
Os sofrimentos são cabides
Nos armários das ingratidões.
O silêncio aparente, não mostra a agonia,
Que existe numa alma sofrida.
Tudo em volta, os sorrisos, os cantos,
Mas o coração partido, se quer reage,
Fica estático como o gelo no seu habitat.
O destino mostra a faceta da inglória.
Alma sofrida chora o tempo que se foi,
Com o coração abatido e partido,
Sangrado pelas mentiras e lassidão.
Nada mais a perder, o caminho está feito,
Rumo ao destino imposto à soberba solidão.
Ah! Augusto dos Anjos, seus versos íntimos,
Consagram a minha alma sofrida,
‘...Se a alguém causa inda pena de tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga....’

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